DOIS ANOS DE PROJECTO BLIMUNDA

24 01 2012

O Projecto Blimunda é uma iniciativa que surgiu no contexto do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) com o objetivo de fazer o levantamento das políticas de auto arquivo, em Repositórios Institucionais, das revistas científicas portuguesas.

Desde o início do Projeto, em 2010, e até ao momento, foram identificadas 273 revistas científicas, das quais 173 (63%) já definiram políticas de auto arquivo, que se encontram registadas na base de dados SHERPA/RoMEO. Os resultados obtidos posicionam Portugal no 3º lugar do ranking de editoras por País do SHERPA/RoMEO.
A maior parte das revistas com políticas definidas são da área das Ciências Sociais (34%) e Humanidades (33%). Seguem-se as Ciências Naturais (13%), Ciências Médicas (9%), a Engenharia e Tecnologia (6%) e as Ciências Agrárias (4%).
Quanto ao auto arquivo em Repositórios Institucionais, 83% das revistas têm uma política bastante permissiva sendo a versão postprint (versão do editor) é a versão mais autorizada.
Em relação ao acesso às versões depositadas, a maior parte das revistas autoriza a disponibilização imediata, isto é, sem período de embargo.
O contacto direto com os responsáveis das editoras e revistas científicas revelou-se de grande importância para os resultados obtidos, uma vez que, contribuiu para o esclarecimento de dúvidas sobre o projeto e temas relacionados (repositórios institucionais, auto arquivo, acesso aberto, projeto SHERPA/RoMEO, entre outros). Durante este processo, foram registados alguns pedidos de alteração das políticas definidas, na sua maioria, para políticas mais permissivas.
Com base nas questões e dúvidas surgidas ao longo do projeto, e para uma melhor contextualização do mesmo, foi elaborado um documento – Kit de Contato – no qual se destacam as FAQs e as Orientações para a Definição de Políticas de Auto Arquivo.

Apesar de não ter sido contemplada na fase inicial do projeto, foi levada a cabo a tradução do portal SHERPA/RoMEO para a língua portuguesa.
Em 2011, o Projecto Blimunda foi incluído no grupo Open Access Success Stories, uma iniciativa patrocinada pelo Knowledge Exchange.

Posters em conferências em 2011
Projecto Blimunda: Seeing the Unseen
Kit de Contacto para apoio à definição de políticas de auto arquivo em Repositórios Institucionais





RCIPCB CELEBRA 2.º ANIVERSÁRIO E APROVA A POLÍTICA DE DEPÓSITO DE DOCUMENTOS

19 01 2012

O Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco celebrou, no dia 18 de Janeiro de 2012, o 2.º aniversário da sua apresentação pública oficial. Consagrando a importância institucional do mesmo, o RCIPCB viu aprovada e publicada, simbolicamente nesta data, a sua Política de Depósito de Documentos, promulgada através de Despacho do Presidente da instituição, Professor Coordenador Carlos Maia.

Apesar do crescimento contínuo que o RCIPCB registou desde a sua criação, ultrapassando nestes dois anos, os objectivos traçados em termos de crescimento, crê-se que a política institucional de depósito contribuirá para aumentar o âmbito do crescimento do repositório e, bem assim, tornar este crescimento mais homogéneo, do ponto de vista das comunidades.

A Política de Depósito de Documentos no RCIPCB pode ser consultada em http://rcaap.ipcb.pt/POLITICA_MANDATORIA_FINAL.pdf

Parabéns ao RCIPCB por mais este passo na sua consolidação.

M.E.R.





O RCAAP continua a crescer

14 01 2012

O Portal RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal) passou a contar com mais um repositório: Repositório do Instituto Politécnico de Lisboa.

Este repositório conta com mais de 500 registos em acesso aberto e surgiu na sequência da candidatura à 6ª  CALL para o Serviço de Alojamento de Repositórios Institucionais (SARI).

Para além da candidatura do Instituto Politécnico de Lisboa foi aceite a candidatura da Universidade Fernando Pessoa que que já integrava o Portal RCAAP mas passou a ter o seu repositório gerido no âmbito do serviço SARI do RCAAP.





2ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto promoveu mais e novos desenvolvimentos Open Access em Portugal e no Brasil

13 12 2011

Decorreu nos dias 24 e 25 do passado mês de Novembro no Rio de Janeiro, a 2ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto que contou com a participação de mais de 120 participantes e com a apresentação de 35 comunicações e 17 posters. O evento foi antecedido com a realização de três oficinas pré-conferência dirigidas pela equipa dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho e dedicadas a três áreas de formação no domínio dos repositórios: 1ª) Interoperabilidade, normas, diretrizes e qualidade dos repositórios (com a colaboração de Alicia Lopez Medina da COAR), 2ª) Promoção, disseminação e marketing de repositórios institucionais, 3ª) Definição, implementação e monitoramento de políticas institucionais de Acesso Aberto.

O evento iniciado com a mensagem de abertura de Pedro Veiga, Presidente da FCCN e de Maria Carmen Romcy de Carvalho, IBICT, teve o seu primeiro momento significativo com a mesa redonda dedicada ao debate das “Políticas de Acesso Aberto”, com intervenções de Angélica Miranda da Universidade Federal do Rio Grande e de Eloy Rodrigues da Universidade do Minho, mais tarde complementadas com a mensagem vídeo de Alma Swan, da EnablingOpenScholarship (EOS), enviada propositadamente para a Conferência, onde ficou bem clara e reforçada pela intervenção de vários dos participantes, a necessidade do aprofundamento das políticas de acesso aberto como componentes estratégicas das Universidades e Instituições de Investigação.

O evento contou com a apresentação de vinte comunicações aprovadas pela comissão científica, onde ficou patenteado o desenvolvimento de várias iniciativas Open Access nas instituições de Portugal e Brasil, com avaliação de resultados do trabalho levado a cabo no âmbito de repositórios institucionais e temáticos e igualmente de projetos ligados a publicações em livre acesso, e onde se perspetivaram iniciativas com vista ao futuro da informação, publicação e dados científicos em acesso aberto.

Os projetos apresentados e dinamizados pelo IBICT no Brasil e FCCN em Portugal (OASIS Br, DIADORIM, RCAAP, Blimunda, Diretório Luso-Brasileiro), bem como a mesa redonda dedicada às Redes de Acesso Aberto, com o contributo de Alicia López Medina – COAR e de Malgorzata Lisowska – Projeto CLARA, reforçam a necessidade das iniciativas conjuntas e a dinamização de atividades transnacionais no domínio da informação científica na Europa e América Latina, e a pertinência da própria Conferência Luso-Brasileira que reúne as comunidades brasileiras e portuguesas no desenvolvimento de atividades de pesquisa, gestão de serviços e definição de políticas relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico.

O evento encerrado com a presença de Bianca Amaro, IBCIT e João Gomes, FCCN, teve as mensagens de Maria Carmen Romcy de Carvalho e Pedro Guedes de Oliveira e contou com o anúncio da próxima conferência para 2012 na Universidade Nova de Lisboa.





Arquivar a Web é contribuir para o progresso do Conhecimento Humano

30 11 2011

Autor: Daniel Gomes (link:http://xldb.fc.ul.pt/daniel)

Resumo:
A Web foi idealizada como um meio de comunicação rápido mas tem vindo progressivamente a substituir a imprensa como meio privilegiado de publicação. Cada vez existem mais publicações que são exclusivamente disseminadas através da Web. É importante preservar este conhecimento para que possa vir a ser útil no futuro.

A Web como ferramenta de conhecimento

O conhecimento humano é construído incrementalmente. As gerações actuais preservam conhecimento para que as futuras o possam assimilar e melhorar. Ao longo da evolução humana, várias ferramentas foram criadas para que este processo se tornasse mais eficiente. A escrita permitiu que o conhecimento passasse a ser registado, a imprensa permitiu que se tornasse reprodutível e a Web que se tornasse acessível à escala mundial.

A força crescente do acesso aberto ao conhecimento científico é um forte contributo para o progresso do conhecimento humano e tem ganho força crescente graças também às capacidades da Web. Os autores publicam versões não finais dos artigos nas suas páginas pessoais, as publicações científicas dependem menos das editoras porque publicam online, os blogs e fóruns são pontos de encontro e debate entre investigadores.

Embora a Ciência evolua cada vez mais depressa, é um facto que o conhecimento científico pode demorar anos até ser útil à sociedade. Os artigos publicados por John Nash entre 1950-1953 foram aplicados em Economia durante a década de 1990 e valeram-lhe nesta altura um prémio Nobel. Os esboços de Leonardo da Vinci, que hoje provavelmente teriam sido publicados num blog, inspiraram 5 séculos mais tarde as invenções do helicóptero e do tanque de guerra.

A Web é efémera

Contudo, a Web padece de um problema grave como meio de publicação e disseminação de conhecimento: a informação nela publicada é extremamente efémera. 50% dos endereços disponíveis hoje, tornam-se indisponíveis passados apenas 2 meses (link: http://portal.acm.org/citation.cfm?id=1145623), 80% dos conteúdos são alterados ou desaparecem passado 1 ano (link: http://portal.acm.org/citation.cfm?id=988674).

Mesmo as publicações científicas impressas sofrem os efeitos da volatilidade da Web porque frequentemente citam conteúdos que deixaram de estar online. Spinellis visitou endereços extraídos de artigos científicos publicados pela ACM e IEEE e verificou que passado 1 ano, 20% estavam inválidos (link: http://www.spinellis.gr/pubs/jrnl/2003-CACM-URLcite/html/urlcite.html). Passados 4 anos este número subia para 50%.

O arquivo da Web além de contribuir para preservar conhecimento científico e histórico, permite também que cidadãos comuns mantenham as suas memórias enquanto indivíduos. Todos os dias as pessoas tiram fotografias e partilham-nas na Web. Contudo, os cuidados mais elementares para a preservação desta informação, como copiar as fotografias para um disco, raramente são tomados. No futuro, muitas pessoas terão dificuldade em mostrar retratos das suas memórias ou famílias.

Preservar hoje, Saber amanhã

A publicação na Web quebrou barreiras económicas e geográficas ao conhecimento, mas a natureza efémera da Web poderá fazer com que se quebre o acesso ao próprio conhecimento. Cabe-nos a responsabilidade de fazer com que a informação publicada online permaneça acessível para a gerações futuras.

O Arquivo da Web Portuguesa é um projecto da Fundação para a Computação Científica Nacional que visa arquivar e preservar conteúdos da Web relevantes para a comunidade portuguesa. Este projecto destaca-se por ter desenvolvido um serviço de pesquisa textual sobre conteúdos do passado, disponível experimentalmente em http://www.arquivo.pt.





Call 7 – Repositórios para SARI

29 08 2011

Encontra-se aberta uma nova fase de candidatura para o serviço de alojamento de repositórios institucionais até ao dia 19 de Setembro.

Para informações sobre o processo de candidatura por favor consultar o website RCAAP em http://projecto.rcaap.pt na respectiva notícia (http://projecto.rcaap.pt/index.php/lang-pt/noticias/156-call-7-repositorios-para-sari).

As condições do serviço SARI disponíveis em http://projecto.rcaap.pt/index.php?option=com_remository&Itemid=2&func=startdown&id=100&lang=pt.

De referir que em alternativa ao serviço SARI, está disponível, para os casos em que não se justifique a criação de um repositório autónomo, o serviço de Repositório Comum. Para mais informações por favor consultar o documento descritivo deste serviço http://projecto.rcaap.pt/index.php?option=com_remository&Itemid=2&func=fileinfo&id=98&lang=pt.

Informa-se ainda que a integração de Repositórios Institucionais (já constituídos) no sistema de pesquisa RCAAP (http://www.rcaap.pt) não carece de candidatura bastando para dar inicio ao processo contactar com info@rcaap.pt. As condições de agregação de repositórios no serviço de pesquisa do RCAAP podem ser consultadas em http://projecto.rcaap.pt/index.php?option=com_remository&Itemid=2&func=fileinfo&id=99&lang=pt.

A data limite para apresentação de candidaturas é o dia 19 de Setembro devendo as mesmas ser enviadas para o e-mail info@rcaap.pt.





2ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto

12 07 2011

Até 31 de Julho estão abertas as submissões para trabalhos a serem apresentados na 2a. Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, que este ano será realizada entre os dias 24 e 25 de novembro nas instalações da CPRM – Serviço Geológico do Brasil , no Rio de Janeiro. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas com antecedência por meio da página da Conferência, disponível em: http://confoa2011.ibict.br.
Rio de Janeiro
A segunda edição da Conferência (o primeiro foi realizado em Portugal, em 2010) pretende reunir as comunidades brasileiras e portuguesas que desempenham atividades (pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços, definição de políticas, etc.) relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico. Os temas a serem tratados no âmbito da conferência são os seguintes:

- repositórios de publicações científicas;
- revistas científicas de acesso aberto;
- repositórios de dados;
- direitos autorais;
- políticas e mandatos de acesso aberto;
- interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação
de apoio à atividade científica e acadêmica.

Os trabalhos poderão ser submetidos a partir do dia 1 de Julho nas seguintes modalidades:

*Comunicações* – Deverá ser apresentado um resumo de 1 a 2 páginas (aproximadamente 500 a 1.000 palavras) de cada proposta. Os resumos das
comunicações aceitas, bem como as apresentações e outro material relacionado, serão disponibilizados no sítio da Conferência no dia 22 de Agosto.

*Pôsteres* – Deverá ser apresentado um resumo de 1 página (até 500 palavras). Os pôsteres aceitos serão exibidos durante a Conferência e estarão também disponíveis no sítio a partir do dia 22 de Agosto.

A 2a. Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto é promovida pelo IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e conta com o apoio da FCCN e da Universidade do Minho (Portugal) e da Rede RCAAP – Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal.

Todas as informações a respeito da Conferência, bem como o processo de submissão dos trabalhos, são realizados por meio do sítio:
http://confoa2011.ibict.br

*Datas importantes:*

1 a 31 de Julho: submissão dos resumos (comunicações e pôsteres)
1 a 15 de Agosto: avaliação dos trabalhos pela comissão científica
22 de Agosto: divulgação dos resumos aceitos

Acompanhe as informações sobre o evento também nas redes sociais:

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Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco celebrou o seu 1º Aniversário

24 01 2011

No passado dia 19 de Janeiro o Instituto Politécnico de Castelo Branco celebrou o primeiro aniversário da existência do seu Repositório Científico (RCIPCB).
A data foi assinalada através da realização da 2ª Conferência do IPCB sobre o Livre Acesso ao Conhecimento, de cujo programa constavam as seguintes intervenções:

Abertura da Sessão – Prof. Carlos Maia (Presidente do IPCB);
Intervenção alusiva ao tema – Prof. Pedro Veiga (Presidente do Conselho Geral do IPCB);
Acesso Aberto através de repositórios: um pequeno investimento com grande retorno, pelo Dr. Eloy Rodrigues – Universidade do Minho e membro da equipa do RCAAP;
RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal): Balanço, novidades e perspectivas, pelo Eng.º João Moreira, FCCN e membro da equipa do RCAAP;
Acesso aos resultados da investigação: da literatura aos dados científicos, pelo Dr. José Carvalho – Universidade do Minho e membro da equipa do RCAAP;
Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco: um ano em perspectiva – Dr.ª Maria Eduarda Rodrigues (Administradora do RCIPC).

A sessão, bastante participada pela comunidade académica do IPCB, reafirmou claramente a importância que o Repositório tem no contexto institucional, evidenciando o comprometimento da gestão de topo com o projecto, que se traduziu na manifestação de regozijo pelos resultados alcançados ao longo do ano de 2010 bem como nas expectativas colocadas para o ano em curso.

A realização desta conferência teve como objectivos:

Atestar a importância do depósito de documentos em livre acesso, considerando o enorme potencial informativo e de conhecimento que representam, não só os repositórios de documentos, mas também as revistas científicas em livre acesso;

Mostrar os últimos desenvolvimentos no Portal RCAAP, relativamente a layout, novas funcionalidades e desenvolvimento de tutoriais;

Apresentar à comunidade IPCB o Repositório de Dados Científicos;

Evidenciar o desempenho do Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco ao longo do ano de 2010.

 

Como documento complementar à Conferência foi apresentado um poster contendo informação diversa sobre todas as actividades desenvolvidas no âmbito do RCIPCB em 2010.





Política de Acesso Livre ao Conhecimento dos Hospitais da Universidade de Coimbra, EPE

18 01 2011

Foi publicado no Boletim de Direcção nº4 pela deliberação nº1/2011, no dia 13 de Janeiro de 2011, a aprovação pelo Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra, EPE, o regulamento da política de acesso livre ao conhecimento.

Esta política obriga a comunidade científica dos HUC ao envio para a Biblioteca de toda a produção científica realizada no contexto das suas actividades no Hospital, em texto integral, logo após a publicação, ou aceitação para publicação ou apresentação em conferências.

Consulte a Política de Acesso Aberto dos HUC!





1ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto

9 12 2010

Realizou-se nos passados dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade do Minho, a 1.ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto, organizada conjuntamente pelos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, pela Fundação para Computação Científica Nacional (FCCN), no âmbito do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP), e pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT ).

A 1.ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto reuniu cerca de 180 participantes, dos quais 25 foram provenientes do Brasil, tendo oferecido uma panorâmica actualizada e alargada da situação do acesso aberto nos dois países, quer através de um conjunto de apresentações sobre algumas das principais iniciativas que decorrem em Portugal e no Brasil, quer através das 8 comunicações e 14 posters seleccionadas pela Comissão Científica, entre as quase 40 propostas apresentadas.

Esta conferência decorreu na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os ministros de ciência de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dá continuidade às Conferências sobre o Acesso Livre ao Conhecimento, organizadas pela Universidade do Minho em 2005, 2006, 2008, as duas últimas já no âmbito do projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP).

A conferência serviu também para apresentar e proceder ao lançamento da integração entre os portais portugueses (RCAAP – www.rcaap.pt) e brasileiro (OASIS.br). A nova versão do portal RCAAP, apresentada na conferência, já integra os conteúdos dos repositórios brasileiros, permitindo a pesquisa conjunta de mais de 130.000 documentos científicos e académicos em acesso aberto (cerca de 50.000 de Portugal e mais de 80.000 do Brasil). A nova versão do portal OASIS.br, com integração da pesquisa nos repositórios portugueses agregados pelo portal RCAAP, foi também apresentada, mas não se encontra ainda em produção.

Foi igualmente apresentado o Directório Luso-Brasileiro de repositórios e revistas de acesso aberto, que pretende referenciar todos os repositórios e todas as revistas de acesso aberto de cada um dos países, funcionando com duas instâncias (uma no Brasil e outra em Portugal), que se sincronizam e actualizam diariamente.

Finalmente, foi anunciada a realização da 2ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto no mês de Novembro de 2011 (em data ainda a designar), na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.








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