DMPonline ajuda a elaborar planos de gestão de dados

Um crescente número de organismos de financiamento de ciência e instituições de investigação têm vindo a adotar políticas relativas à gestão e partilha dos dados produzidos no âmbito de projetos de investigação. A elaboração de um Plano de Gestão de Dados (PGD) tem-se por isso tornado um requisito comum.

Os planos de gestão de dados de investigação especificam os diferentes aspetos da criação dos dados, do armazenamento, das cópias de segurança, da documentação e descrição, do arquivo e preservação e ainda da abertura e licenciamento de dados. O PGD é um documento vivo que descreve como os dados produzidos e recolhidos são tratados durante e após um projeto de investigação, identificando como é que serão criados e documentados, quem poderá aceder aos mesmos, como reutilizá-los e onde serão armazenados e preservados.

 A Comissão Europeia (CE), no quadro das políticas de Ciência Aberta, definiu para o programa Horizonte 2020 (H2020) uma política de dados abertos que visa melhorar e maximizar o acesso e a reutilização dos dados de investigação gerados pelos projetos que financia. Os requisitos da CE estabelecem que os investigadores devem realizar o depósito dos dados de investigação, incluindo metadados associados, necessários para validar os resultados apresentados em publicações científicas. Sublinham ainda a necessidade de definição de planos para a gestão dos dados produzidos que devem ser apresentados nos primeiros seis meses do projeto.

Como fazer um plano?

A ferramenta DMPonline disponibiliza um modelo parametrizado segundo os requisitos dos Dados Abertos de Investigação do Programa H2020. Tem também grande utilidade para a elaboração de planos de gestão de dados para outros financiadores ou no âmbito de projetos de investigação.

A DMPonline foi criada pelo Digital Curation Centre (DCC) do Reino Unido, e desenvolvida em colaboração com o Curation Center da Universidade da Califórnia (UC3), seguindo a informação de apoio facultada pela aplicação e tendo como referência os modelos de planos disponibilizados para diferentes financiadores de ciência e inovação.

A informação disponibilizada na infraestrutura OpenAIRE para cumprimento dos requisitos dos Dados Abertos de Investigação no H2020 está disponível, e é possível aceder aos vários recursos que o portal FOSTER – Facilitate Open Science Training for European Research faculta. Consulte os diferentes exemplos de Planos de Gestão de Dados  disponibilizados no site do DCC.

Saiba mais:

https://www.openaire.eu/opendatapilot-dmp

http://www.dcc.ac.uk/resources/data-management-plans/guidance-examples

http://mantra.edina.ac.uk/datamanagementplans  

http://ec.europa.eu/research/participants/data/ref/h2020/grants_manual/hi/oa_pilot/h2020-hi-oa-data-mgt_en.pdf

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Acesso Aberto às Publicações Científicas e Piloto de Dados Científicos do H2020: cursos eLearning do FOSTER. Inscreva-se!

No âmbito do projeto FOSTER – Facilite Open Science Training for European Research vão realizar-se dois cursos eLearning, que visam, por um lado, informar os investigadores sobre o cumprimento do mandato de Acesso Aberto do H2020 depositando as suas publicações em Acesso Aberto e, por outro, alertar para as diretrizes do piloto de dados científicos no programa H2020.
FOSTER_headerEstes cursos são promovidos pelos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, enquanto coordenadores do projeto FOSTER, e destinam-se a investigadores, coordenadores de projetos científicos, gestores de ciência, gestores de repositórios e bibliotecários.

 

Curso: Piloto de Dados Científicos Abertos no H2020

  • De 27 de junho a 01 de julho com lições diárias em eLearning
  • Webinar dia 01 de julho, 11h00 – 12hoo – orador: Pedro Príncipe

Curso: Acesso Aberto às Publicações Científicas do H2020

  • De 04 de julho a 08 de julho com lições diárias em eLarning
  • Webinar dia 07 de julho, 10h00 – 11h00 – orador: Eloy Rodrigues

Inscrições: http://goo.gl/forms/7TsrIAHOlNB4EOTA3

IV Conferência do IPCB sobre o livre acesso ao conhecimento científico

IPCBDecorreu no dia 20 de janeiro de 2016, no Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) – Auditório Comenius, a IV Conferência do IPCB sobre o Livre Acesso ao Conhecimento Científico. A sessão, organizada no âmbito da celebração do 6.º Aniversário do Repositório Científico do IPCB, teve como tema “Open Access em Portugal: Novos Desenvolvimentos”.

Foram conferencistas Eloy Rodrigues e José Carvalho da Universidade do Minho (UM) e João Moreira e Vasco Vaz da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

A conferência foi presidida pelo Professor Carlos Maia, Presidente do IPCB, que abriu a sessão com uma alocução focada na importância do Repositório do ponto de vista institucional, com particular destaque para o instrumento em si, enquanto agregador, difusor e potenciador da preservação da produção intelectual científica do IPCB. Por imperativos de agenda da presidência a moderação da sessão ficou posteriormente a cargo da administradora do repositório científico Maria Eduarda Rodrigues. A conferência decorreu de acordo com o seguinte programa:

  • O acesso aberto no Horizonte 2020: os requisitos e as ferramentas  para o sucesso nas candidaturas e na gestão dos projetos – Eloy Rodrigues (UM)
  • O projeto RCAAP e os novos desafios na gestão de ciência – José Carvalho (UM)
  • Implementação da política de Acesso Aberto no financiador Fundação para a Ciência e a Tecnologia – Vasco Vaz (FCT)
  • PTCRIS: um ecossistema para facilitar a gestão da atividade científica nacional – João Mendes Moreira (FCT)

A apresentação dos diversos palestrantes seguiu a ordem do programa enunciado acima tendo ocorrido, no final, uma sessão de perguntas em que os participantes procuraram obter esclarecimentos relativamente a algumas das questões suscitadas.

Tendo em conta as temáticas abordadas, a sua importância para a comunidade científica e a abrangência de assuntos que procurou alcançar, a conferência foi muito interessante e muito importante já que foram transmitidas informações relevante sobre os projetos em curso ou a desenvolver, sobre a importância e as consequências da aprovação e implementação da Política de Acesso Aberto da FCT e a relevância da construção de um sistema nacional de gestão de ciência. A conferência contou, entre a assistência com a presença de alguns docentes/investigadores da instituição, de alguns dirigentes e presidentes de órgãos científicos do IPCB e das suas Unidades Orgânicas e de alguns elementos do staff das bibliotecas ligados ao Repositório Científico.

Durante a sessão a audiência foi informada de que as estatísticas do Repositório Científico do IPCB haviam já sido repostas o que constituiu uma excelente notícia para todos.

Parabéns ao RCIPCB!

Post escrito por Maria Eduarda Rodrigues – IPCB