Candidaturas ao Serviço DOI

No âmbito do projeto RCAAP e do projeto PTCRIS e dando continuidade aos seus objetivos de aumentar a visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados da atividade académica e de investigação científica nacional e integrar Portugal num conjunto de iniciativas internacionais neste domínio, apresentamos duas candidaturas para o novo serviço DOI.

A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) associou-se à Agência de Registo DataCite para oferecer à comunidade académica e científica este serviço de forma gratuita.

Assim, informa-se a comunidade RCAAP que se encontram abertas, de 14 de maio a 3 de junho, duas candidaturas distintas para o serviço de atribuição de DOIs: uma direcionada para instituições do sistema científico e académico nacional; e outra especificamente para revistas científicas.

O Serviço de Atribuição de Identificadores Persistentes destina-se a ser utilizado para atribuição de DOIs (Digital Object Identifier) a documentos produzidos no âmbito de investigação académica e científica.  

Candidatura para INSTITUIÇÕES (link: http://projeto.rcaap.pt/index.php/lang-pt/noticias/268-call-servico-de-atribuicao-de-identificadores-persistentes-doi-instituicoes)

Candidatura para REVISTAS CIENTÍFICAS (link: http://projeto.rcaap.pt/index.php/lang-pt/noticias/269-call-servico-de-atribuicao-de-identificadores-persistentes-doi-revistas-cientificas)

Da análise das manifestações de interesse resultará a seleção. Os resultados serão comunicados a todas as entidades que apresentem manifestações de interesse. As entidades que não sejam selecionadas nesta fase ficarão desde já numa bolsa de candidatos que, mediante confirmação, integrarão a próxima fase de manifestações de interesse.

Para qualquer informação ou esclarecimento adicional deverão contactar o projeto RCAAP através do endereço doi@rcaap.pt.

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ConfOA 2018: inscrições abertas

Encontram-se abertas as inscrições para a 9ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto que se irá realizar nos dias 2 e 3 de outubro (com workshops pós-conferência previstos para 4 de outubro), no campus do ISCTE-IUL, em Lisboa.

A Conferência tem por objetivo promover a partilha, discussão, produção e divulgação de conhecimentos, práticas e pesquisa sobre o Acesso Aberto em todas as suas dimensões e perspetivas, servindo de catalisador à disseminação de políticas, pesquisa e desenvolvimento na área.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas em: http://confoa.rcaap.pt/2018/

Outras informações relativas à 9ª ConfOA estão ou estarão brevemente disponíveis aqui.

Modelos, Políticas e Custos de Acesso Aberto

A FCT publicou um estudo sobre Modelos, Políticas e Custos de Acesso Aberto, no âmbito da implementação da Política Nacional de Ciência Aberta. Este estudo está disponível desde fevereiro nas páginas de Acesso Aberto da FCT e na página da Ciência Aberta.

A variedade de interpretações e níveis de implementação das políticas de Acesso Aberto, bem como o volume de literatura sobre o tema, refletem o desafio e a complexidade de tornar aberto o acesso à produção científica financiada pelo Estado.

Este estudo vem colmatar a falta de um documento de base, em português, sobre a evolução do sistema de publicação científico que se tem tornado crescentemente complexo, e que identifica a variedade, características e implicações financeiras dos novos modelos de negócio criados em torno do Acesso Aberto, bem como ilustra a existência de um conjunto de políticas de Acesso Aberto, desde o nível institucional até ao Europeu, que contribuem para um quadro complexo e divergente.

O documento, organizado em 5 secções, começa com (1) a caracterização a evolução da comunicação académica e (2) dos atuais modelos de publicação, (3) faz uma análise e comparação de políticas de Acesso Aberto, (4) apresenta uma previsão de custo potencial a nível nacional para aceder aos artigos de revistas científicas, e 5) conclui com um conjunto de recomendações com vista à melhoria das condições de acesso à informação científica.

Post escrito por: Inês Lopes da Fonseca – Gabinete de Estudos & Estratégia – FCT

9ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto – chamada de trabalhos

A 9ª Conferência-Luso Brasileira de Acesso Aberto (ConfOA) regressa a Lisboa em 2018. Este ano, a instituição que irá acolher a 9ª ConfOA é o ISCTE-IUL, uma prestigiada instituição universitária portuguesa, com uma já longa atividade no domínio do Acesso Aberto. A 9º Conferência-Luso Brasileira de Acesso Aberto realiza-se nos dias 2 e 3 de outubro (com workshops pós-conferência previstos para 4 de outubro), no campus do ISCTE-IUL no centro de Lisboa.

Mantendo o tema da ConfOA anterior “Do Acesso Aberto à Ciência Aberta”, a 9ª ConfOA pretende consolidar o alargamento do âmbito da Conferência, considerando o Acesso Aberto como um componente central, e uma condição indispensável, da Ciência Aberta, que abrange várias outras dimensões. A ConfOA pretende reunir as comunidades portuguesa, brasileira, bem como dos restantes países lusófonos, que desenvolvem atividades de investigação, desenvolvimento, gestão de serviços e definição de políticas relacionadas com o Acesso Aberto ao conhecimento e com todas as outras vertentes da ciência aberta. A ConfOA assume-se como o espaço privilegiado para promover a partilha, discussão e divulgação de conhecimentos, práticas e investigação sobre estas temáticas, em todas as suas dimensões e perspetivas.

Assim, convidamos a comunidade a apresentar propostas de trabalhos sobre os seguintes temas:

  • Acesso Aberto e Dados de Investigação Abertos: sistemas, políticas e práticas
    • Repositórios digitais – institucionais, temáticos, de dados de investigação ou de património cultural
    • Revistas científicas de Acesso Aberto e tendências na comunicação e divulgação científica
    • Publicação institucional em Acesso Aberto
    • Definição, análise e avaliação de políticas institucionais e de financiadores
    • Modelos e padrões de metadados
    • Preservação Digital
    • Direitos de autor e Acesso Aberto
  • Ciência Aberta e outras expressões de conhecimento aberto
    • Ética, Integridade da Investigação e RRI (Responsible Research and Innovation /Investigação e Inovação Responsáveis)
    • Modelos tradicionais e alternativos de avaliação da Ciência (bibliometria e métricas alternativas)
    • Ciência cidadã
    • Dados governamentais abertos
    • Desenvolvimento e comunidades de software livre para a promoção do Acesso Aberto e da Ciência Aberta
    • Outras práticas de conhecimento aberto (educação aberta)
  • Gestão de informação de Ciência e Tecnologia
    • CRIS – Sistemas de Gestão de informação de Ciência e Tecnologia
    • Interoperabilidade entre sistemas de informação de apoio à atividade científica e académica
    • Normas e diretrizes
    • Identificadores persistentes

Acolheremos propostas sobre estes temas, bem como outros temas relacionados com os aspetos políticos, sociais, organizativos ou técnicos relacionados com o Acesso Aberto e a Ciência Aberta.

Processo de apresentação de propostas

Comunicações (Apresentação oral de 15 minutos)

As propostas para comunicação devem ter um mínimo de 2 páginas e um máximo de 4 páginas (ver e utilizar o modelo de proposta de comunicação). As propostas devem apresentar investigação ou desenvolvimento originais, privilegiando-se os trabalhos que relatem casos gerais (ou seja relativos a mais do que uma instituição ou sistema) e/ou que tenham relevância para uma audiência alargada.

As propostas com qualidade e relevância que não possam ser aceites como comunicações, poderão ser consideradas para apresentação como Pecha Kucha ou Póster.

Pecha Kuchas

Os Pecha Kucha são apresentações de 7 minutos, com não mais de 24 slides. As propostas deverão ter um mínimo de 1 página e um máximo de 2 páginas (ver e utilizar o modelo de proposta de Pecha Kucha). As propostas de Pecha Kucha podem apresentar trabalhos de investigação e desenvolvimento recentes ou em conclusão, e eventualmente casos concretos e localizados, mas com interesse e relevância geral.

As propostas com qualidade e relevância que não possam ser aceites como Pecha Kucha poderão ser consideradas para apresentação como Póster.

Painéis

As propostas de painel deverão ter um mínimo de 1 página e um máximo de 2 páginas (ver e utilizar o modelo de proposta de painel). As sessões de painel devem versar sobre temas e assuntos (das tecnologias às políticas) que tenham potencial interesse para a maioria dos participantes na ConfOA. Os painéis devem incluir diversos participantes como apresentadores (e desejavelmente com diversidade de pontos de vista, contextos, etc.). O painel deve prever tempo para pequenas apresentações dos integrantes do painel, e tempo para discussão com a audiência. O tempo total do painel será de 90 minutos.

Pósteres

Convidamos a apresentação de propostas de pósteres, que devem ter 1 página (ver e utilizar o modelo de proposta de póster), que servem para apresentar trabalho ainda em desenvolvimento ou experiências locais. Os pósteres serão exibidos em formato papel ou formato digital (serão dadas indicações e instruções para a apresentação dos pósteres após a aceitação das propostas), e serão apresentados oralmente na sessão “O meu Póster num minuto”.

Workshops e Tutoriais

O último dia da ConfOA será dedicado à realização de workshops e tutoriais.
Convidamos a apresentação de propostas de workshops e tutoriais sobre aspetos práticos ou teóricos relacionados com os temas da conferência. Deve ser utilizado o modelo de proposta de workshop ou tutorial, e a proposta de tutorial deve contemplar os seguintes aspetos:

  • O assunto e que conhecimentos se pretende transmitir
  • A dimensão da sessão (90 minutos, 180 minutos, ou dia completo)
  • O público-alvo e o número desejado de participantes
  • Os resultados de aprendizagem para os participantes
  • Requisitos tecnológicos e de espaço

 

Datas importantes:

10 de janeiro 2018: Chamada de trabalhos

09 de abril 2018: Fim do prazo para apresentação de propostas

15 de junho 2018: Notificação da aceitação das propostas

ISCTE-IUL acolhe ConfOA 2018

Terminado o prazo de candidatura ao acolhimento da 9ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, os dias seguintes foram de análise às 3 candidaturas recebidas:

  • ISCTE-IUL – Instituto Universitário de Lisboa
  • IPP – Instituto Politécnico de Portalegre
  • UP – Universidade do Porto

O processo de seleção teve em consideração critérios como a localização geográfica, a facilidade de acesso, os espaços disponíveis, os serviços de áudio e vídeo, o apoio local foram alguns dos fatores tidos em conta.

O processo de seleção procurou ainda assegurar a diversidade de entidades e distribuição geográfica, tendo dado prioridade a entidades e locais onde recentemente não se tenham realizado eventos desta envergadura.

Em resultado deste processo, o ISCTE-IUL – Instituto Universitário de Lisboa foi o selecionado para acolher a ConfOA 2018, nos dias 2, 3 e 4 de outubro.

A todas as Instituições que se disponibilizaram a enviar as suas candidaturas agradecemos o empenho e o interesse manifestados.

8ª ConfOA: programa final e workshops

Já se encontra disponível o programa da 8ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto que irá decorrer de 4 a 6 de outubro, na Fiocruz, Rio de Janeiro – Brasil.

Destacamos a realização de 2 workshops que se irão realizar, em paralelo, no dia 6 de outubro, entre as 9:00 – 12:00:

  • workshop 1 – Gestão de Repositórios Integrados. Formadores: José Carvalho e Raquel Truta – Universidade do Minho; Tainá Assis – IBICT 
  • workshop 2 – Gestão de Dados de Pesquisa: os princípios FAIR e as estratégias institucionais. Formadores: Barend Mons, Luiz Olavo Bonino – FAIR Data; Pedro Príncipe – Universidade do Minho. 

As inscrições, para ambos os workshops, decorrerão durante a realização da 8ª ConfOA.

Princípios orientadores para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta

conhecimento-compartilhadoDando continuidade às notícias divulgadas relativas aos princípios orientadores para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta, divulgamos, agora, a Resolução do Conselho de Ministros nº 21/2016, 1ª série – nº70 de 11 de abril de 2016, na qual é explanado que o conhecimento é de todos e para todos.

Tal como referiu a Secretária de Estado da Ciência e do Ensino Superior, Profª Fernanda Rolo, durante as Jornadas da FCCN 2016 na Universiade do Algarve, neste momento, no plano europeu, Portugal deverá ser um dos poucos países que já avançou no sentido de um compromisso político relativo ao Acesso Aberto.

A imperiosa partilha do conhecimento em Acesso Aberto, sobretudo quando é financiado por recursos públicos, permite garantir a sua reutilização. Segundo a Resolução do conselho de Ministros, tornar a ciência mais aberta e acessível a todos representa um desafio coletivo, político, cultural, económico e social. Certamente tendo por base o artigo 27º da Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 10 de dezembro de 1948 em que: “Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam”.

Internacionalmente, instituições como a União Europeia, a OCDE e a UNESCO têm liderado a definição e promoção da Ciência Aberta.

No plano nacional, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) tem desempenhado um papel fulcral nesta matéria, introduzindo, recentemente, a obrigatoriedade de depósito de publicações resultantes de projetos financiados por fundos públicos no RCAAP. Porém, em termos legislativos, o maior impacto em matério do Acesso Aberto está relacionado com o Decreto-Lei nº115/2013 de 7 de agosto, reforçado pelo Regulamento Técnico de Depósito de dissertações e teses de doutoramento, através da Portaria nº 285/2015 de 15 de setembro.

Assim, nos termos da alínea g) do artigo 199º da Constituição o Conselho de Ministros resolve:

1. Aprovar, como princípios orientadores para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta, que o Estado e as outras pessoas colectivas públicas que integram a sua administração indireta assumam, no desenvolvimento das suas atribuições:

  • O Acesso Aberto às publicações resultantes de investigação financiada por fundos públicos;
  • O Acesso Aberto aos dados científicos resultantes de investigação financiada por fundos públicos;
  • A garantia da preservação das publicações e dados científicos por forma a permitir a sua reutilização e o acesso continuado.

2. Estabelecer que seja prosseguido um esforço de divulgação e discussão pública sobre os objetivos e as prioridades a considerar na configuração de uma Política Nacional de Ciência Aberta, do qual deve resultar uma Carta de Compromisso para a Ciência Aberta em Portugal.

3. Mandatar o MCTES para criar um Grupo de Trabalho Interministerial que tem como missão apresentar, até final de 2016, uma proposta de Plano Estratégico para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta.