Zenodo: um repositório de dados e publicações para todos

O ZENODO – www.zenodo.orgé um repositório digital multidisciplinar de Acesso Aberto que permite a que investigadores, projetos e instituições, que não disponham de um repositório institucional ou temático adequado, o possam partilhar e disseminar os seus resultados científicos, de qualquer área de conhecimento.

É desenvolvido no CERN – European Organization for Nuclear Research – como um serviço da infraestrutura OpenAIRE, e permite o carregamento de ficheiros até 50 GB, em qualquer formato e com atribuição de uma licença associada.

As principais características deste repositório são:

  • Pesquisa e Partilha – todos os resultados de investigação, em todas as áreas, são bem-vindos;
  • Citável – os uploads obtêm um identificador de objeto digital (DOI) para torná-los facilmente e exclusivamente citáveis;
  • Comunidades – crie e faça a curadoria da sua própria comunidade onde poderá integrar trabalhos resultantes de conferências, projetos, entre outros, e na qual poderá aceitar ou rejeitar uploads. Terá Poderá ter o seu próprio repositório digital;
  • Financiamento – identificação de patrocínios / subsídios para pesquisas financiadas pela Comissão Europeia, através do OpenAIRE;
  • Licenciamento flexível – nem tudo tem a cobertura das licenças Creative Commons;
  • Seguro – o resultado da investigação é armazenado de forma segura na mesma infraestrutura que os dados do próprio CERN.

O Zenodo é construído pela Ciência e  para a Ciência, com o objetivo de garantir que todos participam na Ciência Aberta!

Leia mais sobre o Zenodo e os seus recursos aqui!

Saiba mais em:

http://about.zenodo.org/

https://zenodo.org/record/8428#.WWY9IBXyvIU

https://blogs.openaire.eu/?p=1485

https://www.datacite.org/cite-your-data.html

https://www.nature.com/sdata/policies/repositories

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Ciência Aberta: website já disponível

No âmbito da Semana Internacional do Acesso Aberto, é disponibilizada publicamente a página Ciência Aberta http://www.ciencia-aberta.pt/que reúne informação, iniciativas e conteúdos formativos.

Tem como público-alvo todos os agentes envolvidos no sistema científico nacional e a sociedade em geral. Na lógica dos princípios da Ciência Aberta este é um projeto colaborativo, em desenvolvimento, feito para a comunidade e com a comunidade.

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Workshop – A Ciência Aberta no H2020

É já no próximo dia 26 de abril, das 9:00 às 12:00, que se irá realizar no Centro Cultura Vila Flor em Guimarães, integrado no 5° Encontro Português de Jovens Químicos (PYCheM) e o 1° Encontro Europeu de Jovens Químicos (EYCHeM) (http://5pychem.eventos.chemistry.pt/), um workshop dedicado à Ciência Aberta e à política Open Access do programa quadro H2020, promovido pelo projeto FOSTER.

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Focado nos jovens investigadores, este workshop pretende apresentar as vantagens da Ciência Aberta no contexto atual da gestão de ciência e a forma como os financiadores potenciam esse contexto aberto, quer para as publicações, quer para os dados científicos.

Programa:

What could Open Science mean for Chemistry? – Simon Coles – University of Southampton
Open Access to Publications in H2020 – Pedro Príncipe – University of Minho
Research Data Management – Joy Davidson – Digital Curation Centre

A participação no workshop é totalmente gratuita, mas sujeita a inscrição através do correio eletrónico europychem@gmail.com para onde devem enviar o vosso nome completo.

MCTES elegeu a Ciência Aberta como pilar do seu programa

No decorrer do presente mês o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) publicou os princípios orientadores para a Ciência Aberta | Conhecimento para Todos.

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O Movimento pelo Acesso Livre ganhou contornos no início do século XXI, com a Budapest Open Access Initiative, 2002, e a Berlin Declaration on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities, em 2003, que defendia que “a missão de disseminar o conhecimento fica apenas meio completa se a informação não estiver acessível à sociedade de forma ampla e imediata”.

Tendo por base este enquadramento mundial, o MCTES acredita que o conhecimento é um bem de maior grandeza, um bem público, pertença de todos e que a todos deve beneficiar e ser concedido.

Considera ainda que a sociedade em geral e as comunidades associadas à produção e à curadoria do conhecimento devem ter um papel responsável e fundamental na promoção, na valorização, na divulgação e na partilha do conhecimento. O conhecimento é de todos e para todos. Neste sentido, a ciência que resulte de financiamento público torna-se, evidentemente, imperativa a sua disponibilização.

Em Portugal, o primeiro salto para incentivar a publicação aberta da produção científica foi dado em novembro de 2006, quando o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) divulgou uma declaração sobre o Acesso livre à literatura científica, depois de subscrever a declaração de Berlim. O documento salientava, entre as vantagens do open access, a “visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados da atividade científica, (…) potenciando o seu uso e subsequente impacto na comunidade científica internacional”.

A disponibilização aberta dos resultados da investigação realizada com recurso a financiamento público tem significativos benefícios sociais e económicos. Em linha com o que vem sendo crescentemente adotado por agências públicas de financiamento de I&D de outros países e com as recomendações da Comissão Europeia de 17 de Julho de 2012, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) adota a 5 de maio a política de obrigatoriedade de disponibilização em Acesso Aberto das publicações resultantes dos projetos de I&D que financia.

Em alinhamento, o MCTES elegeu a promoção do conhecimento para todos como pilar do seu programa, estando empenhado na elaboração e implementação de uma política nacional de ciência aberta, ombreando-se com a presidência holandesa do Conselho da União Europeia, que prevê o reforço da agenda europeia de Ciência Aberta.

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Tornar a ciência mais aberta e acessível a todos, representando um desafio coletivo, fortalecerá a posiçãom da ciência na sociedade, da mesma forma que contribuirá para uma sociedade mais qualificada e preparada para enfrentar o futuro. Ampliar a traslação do conhecimento científico para a sociedade e as empresas, tornando-o acessível à população de forma adequada, reforçará o impacto social da investigação e concorrerá para a sua valorização e reconhecimento.