Revista i-ETC integra Portal RCAAP na OAW2017

A revista i-ETC – ISEL Academic Journal of Electronics, Telecommunications and Computers integra o Portal RCAAP em plena Open Access Week 2017.

Trata-se de uma revista em formato digital, de Acesso Aberto e com revisão científica realizada por pares, editada pela área departamental de Engenharia de Eletrónica, Telecomunicações e Computadores do ISEL, Instituto Superior de Engenharia de Lisboa.

Contempla contribuições originais e artigos de revisão de investigação teórica e experimental, tanto a nível fundamental como aplicado, no âmbito de todos os campos da Engenharia da Eletrónica, Telecomunicações e Computadores.

O processo de revisão é conduzido de modo a melhorar a qualidade dos artigos submetidos por jovens investigadores, possibilitando um acesso fácil a uma revisão científica rigorosa realizada por pares, sem o pagamento de quaisquer taxas de publicação.

Anúncios

Kit de apoio à divulgação da SIAA 2017

No âmbito das atividades do GT-Divulgação do Projeto RCAAP, desenvolveu-se um KIT de apoio à Semana Internacional do Acesso Aberto que tem como objetivo fornecer um conjunto de sugestões e materiais para que as instituições promovam a Semana Internacional do Acesso Aberto em Portugal, o qual partilhamos, agora, junto de toda a Comunidade.

Este KIT está organizado em duas partes, baseadas no grau de esforço de implementação das sugestões e utilização dos materiais. Trata-se de um suporte que se encontra online e de fácil uso e implementação em cada uma das Instituições.

Esta iniciativa integra o movimento global promovido pela SPARC (Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition) que, em 2017, irá decorrer de 23 a 29 de outubro. Toda a informação relacionada com a atividade internacional está disponível em www.openaccessweek.org.

Para consulta de outros materiais e de mais iniciativas que irão sendo desenvolvidas e divulgadas a nível nacional, consulte http://www.acessolivre.pt/.

Partilhe as iniciativas desenvolvidas em: semanaoa@rcaap.pt

Queremos uma Comunidade audaz !!!

ConfOA 2017: prazo de submissão de trabalhos adiado

Foi prorrogado até ao próximo dia 23 de abril de 2017 o prazo de submissão dos trabalhos nas modalidades de comunicação, pecha kucha e póster para a 8ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto que se irá realizar na Fiocruz, Rio de Janeiro – Brasil.

O processo de apresentação e modelos das propostas estão disponíveis para consulta e download no website da CONFOA em: http://confoa.rcaap.pt/2017/chamada/

Em 2017, os temas a serem tratados no âmbito da Conferência são os seguintes:

  • Acesso Aberto e Dados Científicos Abertos: marcos legais, políticas e práticas
    • Repositórios digitais – institucionais, temáticos, de dados de pesquisa ou de património cultural
    • Revistas científicas de acesso aberto e tendências na comunicação e divulgação científica
    • Publicação institucional em acesso aberto
    • Direito autoral e propriedade industrial
    • Análise e avaliação de políticas públicas, institucionais e de fomento
    • Modelos e padrões de metadados
    • Preservação Digital
  • Ciência Aberta e outras expressões de conhecimento aberto
    • Ética, Integridade da Pesquisa e RRI (Investigação e Inovação Responsáveis)
    • Modelos tradicionais e alternativos de avaliação da Ciência (bibliometria e métricas alternativas)
    • Ciência cidadã
    • Dados governamentais abertos
    • Outras práticas de conhecimento aberto (hardware e software livre, educação aberta)
  • Sistemas de gestão de informação de Ciência e Tecnologia (CRIS)
    • Interoperabilidade entre sistemas de informação de apoio à atividade científica e acadêmica
    • Softwares livres para a construção de CRIS

A ConfOA acolhe propostas sobre estes temas e também outros relacionados com os aspectos políticos, legais, sociais, organizativos ou técnicos do Acesso Aberto e da Ciência Aberta.

A Comissão Organizadora aguarda expectante a receção dos vossos trabalhos: http://confoa.rcaap.pt/2017/submissoes-on-line/

Da Investigação às Práticas e Sáude & Tecnologia: 2 novas revistas integram o portal RCAAP

As Revistas Científicas Da Investigação às Práticas e Saúde e Tecnologia, pertencentes ao Instituto Politécnico de Lisboa, passaram a integrar o Portal RCAAP.

banner_IPtem como principais objetivos: (a) constituir-se como fórum para investigadores, professores e educadores; (b) divulgar trabalho científico realizado no âmbito da educação; e (c) aproximar o trabalho de investigação às práticas. Todos os artigos são objeto de peer review por dois revisores. Encontra-se indexada na Scielo e está presente no Directory of Open Access Journals (DOAJ).

banner_revista_2-1A Saúde & Tecnologia é uma revista científica em Acesso Aberto com um enquadramento editorial destinado à publicação de artigos de investigação e ensaios que relatem resultados originais e apresentem avanços conceptuais de interesse e significado alargado em todas as áreas das ciências e tecnologias da saúde ou a elas aplicadas. Nesta linha de ação são encorajados os artigos de carácter interdisciplinar a várias áreas científicas em torno do conceito de saúde.

4 novas revistas integram o portal RCAAP

Quatro novas revistas de âmbito internacional e em Acesso Aberto, pertencentes à Cogitatiopress, passam a integrar o portal RCAAP:

  • Media and Communication dedicada-se à investigação da comunicação e campos relacionados. Tem como objectivo ser um fórum de discussão sobre a relevância social e cultural dos media e dos processos de comunicação
  • Politics and Governance, com revisão de pares, tem por objetivo publicar e promover investigação inovadora e de elevada relevânica proveniente de todas as áreas da Ciência Política.
  • Social Inclusion providencia a académicos e policy-makers um fórum para discutir e promover uma sociedade mais inclusiva.
  • Urban Planning  é uma revista de estudos urbanos que tem como objetivo promover a investigação e o conhecimento sobre os vários habitats da humanidade.

logotipo_cogitatio-fwé uma editora fundada em 2014 com o objetivo de promover a divulgação de conhecimento científico em Acesso Aberto, acreditando que o livre acesso gera mais valias, beneficia investigadores, construtores de políticas e sociedade em geral.

ConfOA 2016: apresentações e vídeos já disponíveis

logo_confoa_se_viseu_dataEncontram-se já disponíveis as apresentações e os vídeos da 7ª Conferência Luso – Brasileira de Acesso Aberto, evento que se realizou no Instituto Politécnico de Viseu, em parceria com a FCCN, os Serviços de Documentação da Universidade do Minho e o IBICT, nos dias 2, 3 e 4 de novembro de 2016.

À semelhança do que tem vindo a acontecer, também a edição deste ano superou as expectativas quer ao nível de participantes inscritos (232), quer ao nível de apresentações realizadas: mais de 10 Comunicações, mais de 15 Pecha Kuchas e mais de 25 Pósteres.

A 7ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto reuniu as comunidades portuguesa e brasileira que desenvolvem atividades de investigação, desenvolvimento, gestão de serviços e definição de políticas, relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento, através de repositórios e de revistas de acesso livre.

A próxima ConfOA terá lugar na Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil, nos dias 4, 5 e 6 de outubro de 2017.

Acesso Aberto, Embargado, Restrito e Fechado: relembrar conceitos…

OpenExistem nos repositórios institucionais 4 tipos de direito de acesso aos documentos:

Acesso Aberto (Open Access) o acesso ao documento é direto e imediato não existindo qualquer obstáculo. O acesso Aberto significa a disponibilização online, sem restrições de acesso, de literatura de caráter académico e/ou científico. Abrange comunicações em conferências, relatórios, teses e dissertações, artigos, capítulos de livros, etc., permitindo a qualquer utilizador, em qualquer parte do mundo, descarregar, ler, imprimir, pesquisar, à distância de um “click”.

O Acesso Fechado (closedAccess) e o Acesso Restrito (restrictedAccess)  disponibilizam, apenas, metadados, impossibilitando o acesso ao texto integral do documento.
restritos

  • Acesso Fechado ou closedAccess – este tipo de acesso é objetivamente o oposto ao Acesso Aberto. O acesso direto e imediato ao documento não é permitido (apenas o administrador do repositório institucional terá acesso).
  • Acesso Restrito ou restrictedAccess – significa que o acesso direto e imediato só é permitido a um grupo restrito de utilizadores, sendo que o acesso direto e imediato ao conteúdo integral do documento não é permitido ao público em geral. O acesso aberto ao documento pode ser definido, por exemplo, para um grupo de utilizadores no domínio da Instituição (controlo de acesso validado por endereço IP).

embargadoO Acesso Embargado (embargoedAccess) significa que não é permitido o acesso imediato ao conteúdo integral do documento durante um determinado período de tempo (a data a partir do qual o documento será disponibilizado em Acesso Aberto deve ser mencionada nos metadados do registo).

Porém, para os registos com Acesso Embargado, Restrito ou Fechado, qualquer utilizador poderá utilizar a funcionalidade “Solicitar cópia ao autor” que possibilita solicitar diretamente ao(s) autor(es) desses recursos o envio de uma cópia por correio eletrónico, preenchendo para o efeito um formulário que é disponibilizado pelo repositório institucional na página desses registos.

Seminário: 10 anos de Ciência Aberta do IPB

Decorreu no dia 20 de junho de 2016, no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, o Seminário: 10 Anos de Ciência Aberta do IPB (Vídeo). A sessão foi organizada no âmbito da celebração do 10º aniversário da Biblioteca Digital do IPB.

A sessão de abertura foi efetuada pelo Prof. João Sobrinho Teixeira, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança e pela Prof. Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

IMG_6300Como conferencistas esteve presente Eloy Rodrigues, Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho e Presidente do COAR e Vasco Vaz, Fundação para a Ciência e Tecnologia

O Presidente do IPB falou da investigação praticada no IPB e do sucesso do repositório e assinou a nova Política de Acesso Aberto de Publicações Científicas na Biblioteca Digital do IPB

IMG_6271A Prof. Maria Fernanda Rollo, Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, elogiou a Biblioteca Digital do IPB referindo a iniciativa e a competência com que o fez, referiu indicadores estatísticos do repositório. Falou da ambição de criar uma Política Nacional de Ciência Aberta, referindo que: “temos como consigna fundamental de ciência em Portugal, uma política de conhecimento para todos…”.

Já a Coordenadora dos Serviços de Documentação e Bibliotecas do IPB, Clarisse Pais, apresentou uma comunicação sobre: Biblioteca Digital do IPB: 10 anos ao serviço da informação científica. Dignificou o sucesso nacional e internacional que a Biblioteca Digital do IPB possui, salientando os mais de seis milhões de downloads e os 92% de documentos depositados em acesso aberto. A nível internacional evidenciou o estudo efetuado pelo projeto Pasteur4OA, que coloca o IPB em segundo lugar, a nível mundial, em termos da taxa de depósitos de artigos presentes na WoS entre 2011-2013, de referir que esses artigos estão em acesso aberto. A pensar numa abertura do repositório à comunidade em geral, mostrou uma coleção que se chama Repositório de Memória Regional, onde podem ser depositados documentos com interesse para a cultura regional, que sejam de domínio público, ou por quem detenha os direitos de autor.

Na Mesa Redonda, moderada pelo Prof. Orlando Rodrigues, constituída por dois investigadores do IPB (Isabel C.F.R. Ferreira e Paulo Leitão), a Diretora do Museu Abade de Baçal (Ana Maria Afonso), dois empresários (Óscar Gonçalves e José Amaral) e Clarisse Pais, foi discutida a importância da Biblioteca Digital do IPB e como poderão as empresas e instituições regionais beneficiar da produção científica disponibilizada em acesso aberto. O IPB foi confrontado com ideias interessantes para o desenvolvimento de novos serviços associados à Biblioteca Digital do IPB.IMG_6335

Tendo em conta as excelentes intervenções e a importância para toda a comunidade científica, este Seminário foi notável e contou com uma assistência de docentes, investigadores, funcionários do IPB e elementos da comunidade local.

Considerando a experiência do IPB, as políticas da Comissão Europeia, a Política de Acesso Aberto da FCT e as Diretrizes para Políticas de Acesso Aberto para instituições que realizam investigação científica, do projeto PASTEUR4OA, o IPB entendeu atualizar a política de Acesso Aberto para as publicações científicas produzidas na comunidade académica. A nova Política, foi assinada no início da sessão de abertura e pode ser consultada em: http://www.ipb.pt/go/i090

Sendo hoje a Biblioteca Digital do IPB um manifesto caso de sucesso e uma referência no contexto nacional e internacional, pretende-se agora abri-lo à Comunidade em Geral, aumentando a sua visibilidade junto das empresas e equacionando novas formas mais facilitadoras do acesso e disponibilização da informação contida no repositório.

Parabéns à Biblioteca Digital do IPB 🙂

Post escrito por: Clarisse Pais – Instituto Politécnico de Bragança

Luz Verde para o Acesso Aberto: alinhar políticas de Acesso Aberto da Europa

blogRealizou-se nos dias 17 e 18 de maio de 2016, em Amesterdão, a conferência final do projeto PASTEUR4OA com o mote Luz Verde para o Acesso Aberto. Foi um evento associado com a Presidência Holandesa da União Europeia e reuniu mais de 150 especialistas, financiadores, instituições de investigação, editores e decisores políticos de lugares tão distantes como a Austrália.

Foram discutidos os mais diversos temas relacionados com o Acesso Aberto, desde a situação atual até aos desenvolvimentos futuros. Ron Dekker, Diretor dos Institutos na Netherlands Organisation for Scientific Research (NWO) e Líder de Projeto do Acesso Aberto para a presidência Holandesa do Conselho da União Europeia e Gerard Meijer, Presidente da Radboud University, estiveram entre os 26 oradores. Portugal contou com a participação de João Nuno Ferreira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de Eloy Rodrigues da Universidade do Minho.

Um dos principais resultados do projeto, que teve bastante destaque durante a conferência, foram os materiais de disseminação que podem ser usados por todos os interessados.

As apresentações do evento estão disponíveis no website do projeto.

Vídeo oficial em: https://youtu.be/42dqrpBfELE

Fotografias em: https://www.flickr.com/photos/143264193@N02/

Princípios orientadores para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta

conhecimento-compartilhadoDando continuidade às notícias divulgadas relativas aos princípios orientadores para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta, divulgamos, agora, a Resolução do Conselho de Ministros nº 21/2016, 1ª série – nº70 de 11 de abril de 2016, na qual é explanado que o conhecimento é de todos e para todos.

Tal como referiu a Secretária de Estado da Ciência e do Ensino Superior, Profª Fernanda Rolo, durante as Jornadas da FCCN 2016 na Universiade do Algarve, neste momento, no plano europeu, Portugal deverá ser um dos poucos países que já avançou no sentido de um compromisso político relativo ao Acesso Aberto.

A imperiosa partilha do conhecimento em Acesso Aberto, sobretudo quando é financiado por recursos públicos, permite garantir a sua reutilização. Segundo a Resolução do conselho de Ministros, tornar a ciência mais aberta e acessível a todos representa um desafio coletivo, político, cultural, económico e social. Certamente tendo por base o artigo 27º da Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 10 de dezembro de 1948 em que: “Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam”.

Internacionalmente, instituições como a União Europeia, a OCDE e a UNESCO têm liderado a definição e promoção da Ciência Aberta.

No plano nacional, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) tem desempenhado um papel fulcral nesta matéria, introduzindo, recentemente, a obrigatoriedade de depósito de publicações resultantes de projetos financiados por fundos públicos no RCAAP. Porém, em termos legislativos, o maior impacto em matério do Acesso Aberto está relacionado com o Decreto-Lei nº115/2013 de 7 de agosto, reforçado pelo Regulamento Técnico de Depósito de dissertações e teses de doutoramento, através da Portaria nº 285/2015 de 15 de setembro.

Assim, nos termos da alínea g) do artigo 199º da Constituição o Conselho de Ministros resolve:

1. Aprovar, como princípios orientadores para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta, que o Estado e as outras pessoas colectivas públicas que integram a sua administração indireta assumam, no desenvolvimento das suas atribuições:

  • O Acesso Aberto às publicações resultantes de investigação financiada por fundos públicos;
  • O Acesso Aberto aos dados científicos resultantes de investigação financiada por fundos públicos;
  • A garantia da preservação das publicações e dados científicos por forma a permitir a sua reutilização e o acesso continuado.

2. Estabelecer que seja prosseguido um esforço de divulgação e discussão pública sobre os objetivos e as prioridades a considerar na configuração de uma Política Nacional de Ciência Aberta, do qual deve resultar uma Carta de Compromisso para a Ciência Aberta em Portugal.

3. Mandatar o MCTES para criar um Grupo de Trabalho Interministerial que tem como missão apresentar, até final de 2016, uma proposta de Plano Estratégico para a implementação de uma Política Nacional de Ciência Aberta.