Inscrições Abertas para a Confoa 2012

Já se encontram abertas as inscrições para a 3.ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, que se realiza na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, no Campus de Campolide, nos dias 1 e 2 de Outubro de 2012.

 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através da página da 3.ªCONFOA

A comissão organizadora tem o prazer de informar que, até ao momento, está confirmada a presença dos seguintes oradores:

Alma Swan – SPARC EUROPE

Acesso Aberto 10 anos após a declaração da BOAI: onde estamos e para onde vamos.

Alma Swan is a consultant working in the field of scholarly communication. She is a director of Key Perspectives Ltd and Director of European Advocacy Programmes for SPARC and Convenor for Enabling Open Scholarship, the organisation of universities promoting the principles of open scholarship in the academic community. She holds honorary academic positions in the University of Southampton School of Electronics & Computer Science and the University of Warwick Business School.

http://www.openoasis.org/index.php?option=com_content&view=article&id=599&catid=56

Cameron Neylon - Public Library of Science

Impacto do acesso aberto na comunidade científica: métricas alternativas de ciência.

Cameron Neylon is a biophysicist with an interest in how to make the internet more effective as a tool for science. He writes and speaks regularly on scholarly communication, the design of web based tools for research, and the need for policy and cultural change within and around the research community.

He is Advocacy Director for the Public Library of Science, a research biophysicist and well known agitator for opening up the process of research. He speaks regularly on issues of Open Science including Open Access publication, Open Data, and Open Source as well as the wider technical and social issues of applying the opportunities the internet brings to the practice of science. He was named as a SPARC Innovator in July 2010 for work on the Panton Principles and is a proud recipient of the Blue Obelisk for contributions to open data. He writes regularly at his blog, Science in the Open.

 

Eloy Rodrigues – Universidade do Minho

Interoperabilidade.

Eloy Rodrigues é Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, liderou, em 2003, a criação do RepositoriUM – o repositório institucional da Universidade de Minho. Desde Julho de 2008 lidera a equipa da Universidade do Minho que desenvolve o projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (www.rcaap.pt). Foi membro do grupo de trabalho sobre Open Access da EUA (European Universities Association) em representação do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, preside ao Grupo de Trabalho sobre Interoperabilidade da Confederation of Open Access Repositories (COAR) e coordena a participação da Universidade do Minho em vários projetos (NECOBELAC, OpenAIRE e OpenAIREplus, MEDOANET) financiados pelo 7º Programa Quadro da UE relacionados com os repositórios e o Open Access. 

Johanna McEntyreEMBL- European Bioinformatics Institute

Acesso Aberto aos dados científicos.

Jo McEntyre is the Team Leader for Literature Services at EMBL-European Bioinformatics Institute (EMBL-EBI). The team currently run two life science literature databases: CiteXplore (over 25 million abstracts including PubMed, Agricola and Patent information) and UK PubMed Central, a full text database of 2.2 million articles. The literature databases are linked to public biological databases via curated links and useful terms (such as gene names, diseases, and organisms) that have been text mined from articles. Before joining EMBL-EBI, Jo spent 11 years at the National Center for Biotechnology Information (NCBI), NIH in Bethesda, USA, where she was involved with several projects to make the biomedical literature available online and link it to public databases. Prior to this she was an editor for the journal Trends in Biochemical Sciences, published by Elsevier and based in Cambridge, England. Jo first trained as a biologist, and holds a PhD in plant cell biotechnology from Manchester Metropolitan University.

William Nixon – University of Glasgow

Integração de RIs nos workflows de e-ciência.

William Nixon is the Head of Digital Library Team at the University of Glasgow Library. He is also the Service Development Manager of Enlighten, the University of Glasgow’s institutional repository service (http://eprints.gla.ac.uk). He been working with repositories over the last decade and was the Project Manager (Service Development) for the JISC funded DAEDALUS Project that set up repositories at Glasgow using both EPrints and DSpace. William is now involved with the ongoing development of services for Enlighten and support for Open Access at Glasgow. Through JISC funded projects including Enrich and Enquire he has worked to embed the repository into University systems. This work includes links to the research system for funder data and the re-use of publications data in the University’s web pages. He was part of the University’s team which provided publications data for the UK’s Research Excellence Framework (REF) Bibliometrics Pilot. William is now involved in supporting the University of Glasgow’s submission to the REF2014 national research assessment exercise. Enlighten is a key component of this exercise, enabling staff to select and provide further details on their research outputs.

Submissões para Confoa 2012

*DATA DE SUBMISSÕES ADIADA ATÉ 22 DE JUNHO

Está aberta a submissão de comunicações e posters para a 3.ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, até ao dia 22 de junho.

A 3.ª CONFOA realiza-se na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, no Campus de Campolide, nos dias 1 e 2 de Outubro de 2012.
Mais uma vez esta conferência tem como objetivo reunir as comunidades portuguesas e brasileiras que desenvolvem atividades (pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços, definição de políticas, etc.) relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico.

Os temas a serem tratados no âmbito da conferência são os seguintes:

  • Repositórios de publicações científicas;
  • Revistas científicas de acesso aberto;
  • Repositórios de dados científicos;
  • Direitos de autor;
  • Políticas e mandatos de acesso aberto de instituições de ensino e I&D e agências financiadoras de ciência
  • Interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e académica;
  • Impacto do acesso aberto na comunidade científica;
  • Repositórios em rede e partilha de serviços;
  • Serviços de valor acrescentado para repositórios;
  • Preservação digital.

Os trabalhos poderão ser submetidos até ao dia 22 de junho nas seguintes modalidades:

*Comunicações – Deverá ser apresentado um resumo de 1 a 2 páginas (aproximadamente 500 a 1.000 palavras) de cada proposta.

*Posters – Deverá ser apresentado um resumo de 1 página (até 500 palavras) de cada proposta.

Os participantes na conferência terão oportunidade de votar para eleger o melhor poster..Consulte o regulamento aqui.

A 3a. Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto é promovida pela Universidade Nova de Lisboa, pela FCCN e Universidade do Minho.

Conta com o apoio da Rede RCAAP – Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal e do IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Todas as informações a respeito da Conferência, bem como o processo de submissão dos trabalhos, estão disponíveis através da página da 3.ª CONFOA em  www.acessoaberto.pt/confoa2012

Motricidade: A adesão ao projeto SARC

Este post procura descrever as expectativas com o Serviço de Alojamento de Revistas Científicas (SARC) do projeto RCAAP bem como o trabalho desenvolvido, dificuldades e resultados.

Expectativas com o SARC:

A possibilidade de integração da revista Motricidade no projeto SARC veio contribuir para um dos mais pretendidos interesses da equipa editorial: integrar uma plataforma OJS que facilitasse o processo editorial e de divulgação da revista.

Motricidade

Deste modo, foi com muito agrado que recebemos a informação de aprovação da candidatura, passando a integrar o primeiro lote de revistas selecionadas.

Sendo o projeto constituído por elementos com vasta experiência nos domínios da criação e manutenção de repositórios, desde logo priorizámos o propósito de produção e atualização da plataforma OJS em colaboração com a equipa SARC, de modo a usufruir o mais rápido possível das suas valências e funcionalidades.

Trabalho desenvolvido, dificuldades e resultados

No plano editorial, a revista Motricidade recebe mais de 200 submissões de artigos por ano, o que representa uma enorme quantidade de tempo e trabalho necessário para a leitura, revisão e edição destes trabalhos, bem como, um vasto conjunto de correspondências com autores, revisores e editores de seção. Como tal, a possibilidade de utilização do sistema OJS surge como uma mais-valia para todo este processo editorial, pelo que o trabalho com a equipa SARC tem sido desenvolvido em duas principais fases: (i) formação e implementação da plataforma OJS e (ii) produção e rentabilização das funcionalidades do sistema. Neste âmbito, o constante contato e apoio da equipa (principalmente pelo helpdesk) tem contribuído sobremaneira para este processo, além de proporcionar um apoio técnico especializado em outras questões decorrentes da utilização do OJS.

As principais dificuldades têm sido a configuração/parametrização da revista de modo usufruir de algumas das suas funcionalidades (atribuição do registo CrossRef/DOI e compatibilidade com outros repositórios – ex. DOAJ) e a integração dos números anteriores publicados pela revista na plataforma. Contudo, após o primeiro trimestre de utilização deste sistema, não poderíamos deixar de realçar a satisfação e agrado pela possibilidade de implementação e utilização da plataforma OJS, aproveitando para agradecer e reconhecer publicamente o contributo excecional da equipa SARC nesta importante fase da “vida” editorial da Revista Motricidade.

Sobre a revista:

A revista Motricidade (ISSN 1646-107X, eISSN 2182-2972) é uma publicação científica trimestral, propriedade da Fundação Técnica e Científica do Desporto. A política editorial da revista visa contribuir para o desenvolvimento e disseminação do conhecimento científico de caráter teórico e empírico nas áreas científicas do desporto, psicologia e desenvolvimento humano, e saúde, adotando sempre que possível uma natureza interdisciplinar. Deste modo, a revista Motricidade adota uma política de acesso livre/aberto (open access) a todo o conteúdo publicado, promovendo a consulta gratuita dos artigos, assim como, facilitando a divulgação do trabalho desenvolvido pelos autores/investigadores.

A revista Motricidade iniciou a sua publicação em Janeiro de 2005. Desde então, orgulha-se de contribuir extensivamente para a divulgação e discussão técnica e científica das áreas da saúde e desporto, com especial realce no contexto luso-brasileiro, estando atualmente indexada em diferentes bases de dados nacionais e internacionais.

Helder Miguel Fernandes (Editor-Chefe) e José Vasconcelos-Raposo (Diretor)

Revista Motricidade (ISSN 1646-107X, eISSN 2182-2972)

http://revistas.rcaap.pt/motricidade

RCAAP agrega revistas científicas portuguesas

As revistas Antropológicas e Motricidade passaram, à semelhança dos 35 repositórios institucionais presentes no portal RCAAP, a serem agregadas diariamente. Estas revistas são as primeiras a serem disponibilizadas na sequência do apelo a manifestações de interesse ao Serviço de Alojamento de Revistas Científicas (SARC) disponibilizado pelo RCAAP.

O SARC é o mais recente dos serviços disponibilizados pelo RCAAP e tem como principais objetivos aumentar a visibilidade, acessibilidade e difusão da produção científica nacional e apoiar as revistas científicas nacionais a publicarem em acesso aberto tornando, ao mesmo tempo, mais eficiente o ciclo editorial e de publicação dos conteúdos através da disponibilização de ferramentas para o efeito.

O SARC disponibiliza um conjunto de serviços associados ao alojamento de revistas científicas, tais como a gestão e manutenção das infraestruturas (equipamentos e software base) e das aplicações de suporte à gestão e operação das revistas científicas (ciclo de vida editorial e disponibilização de conteúdos). O SARC inclui o apoio inicial à parametrização das aplicações de gestão e operação das revistas científicas, o serviço de apoio (helpdesk) e ações de formação destinadas aos gestores e administradores de revistas científicas.

Espera-se que em breve outras revistas selecionadas se possam juntar a estas, quer as geridas pela equipa de projeto, quer as geridas de forma autónoma. A agregação de revistas é possível mediante o cumprimento dos critérios de agregação do portal RCAAP.

DOIS ANOS DE PROJECTO BLIMUNDA

O Projecto Blimunda é uma iniciativa que surgiu no contexto do Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) com o objetivo de fazer o levantamento das políticas de auto arquivo, em Repositórios Institucionais, das revistas científicas portuguesas.

Desde o início do Projeto, em 2010, e até ao momento, foram identificadas 273 revistas científicas, das quais 173 (63%) já definiram políticas de auto arquivo, que se encontram registadas na base de dados SHERPA/RoMEO. Os resultados obtidos posicionam Portugal no 3º lugar do ranking de editoras por País do SHERPA/RoMEO.
A maior parte das revistas com políticas definidas são da área das Ciências Sociais (34%) e Humanidades (33%). Seguem-se as Ciências Naturais (13%), Ciências Médicas (9%), a Engenharia e Tecnologia (6%) e as Ciências Agrárias (4%).
Quanto ao auto arquivo em Repositórios Institucionais, 83% das revistas têm uma política bastante permissiva sendo a versão postprint (versão do editor) é a versão mais autorizada.
Em relação ao acesso às versões depositadas, a maior parte das revistas autoriza a disponibilização imediata, isto é, sem período de embargo.
O contacto direto com os responsáveis das editoras e revistas científicas revelou-se de grande importância para os resultados obtidos, uma vez que, contribuiu para o esclarecimento de dúvidas sobre o projeto e temas relacionados (repositórios institucionais, auto arquivo, acesso aberto, projeto SHERPA/RoMEO, entre outros). Durante este processo, foram registados alguns pedidos de alteração das políticas definidas, na sua maioria, para políticas mais permissivas.
Com base nas questões e dúvidas surgidas ao longo do projeto, e para uma melhor contextualização do mesmo, foi elaborado um documento – Kit de Contato – no qual se destacam as FAQs e as Orientações para a Definição de Políticas de Auto Arquivo.

Apesar de não ter sido contemplada na fase inicial do projeto, foi levada a cabo a tradução do portal SHERPA/RoMEO para a língua portuguesa.
Em 2011, o Projecto Blimunda foi incluído no grupo Open Access Success Stories, uma iniciativa patrocinada pelo Knowledge Exchange.

Posters em conferências em 2011
Projecto Blimunda: Seeing the Unseen
Kit de Contacto para apoio à definição de políticas de auto arquivo em Repositórios Institucionais

O RCAAP continua a crescer

O Portal RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal) passou a contar com mais um repositório: Repositório do Instituto Politécnico de Lisboa.

Este repositório conta com mais de 500 registos em acesso aberto e surgiu na sequência da candidatura à 6ª  CALL para o Serviço de Alojamento de Repositórios Institucionais (SARI).

Para além da candidatura do Instituto Politécnico de Lisboa foi aceite a candidatura da Universidade Fernando Pessoa que que já integrava o Portal RCAAP mas passou a ter o seu repositório gerido no âmbito do serviço SARI do RCAAP.

Call 7 – Repositórios para SARI

Encontra-se aberta uma nova fase de candidatura para o serviço de alojamento de repositórios institucionais até ao dia 19 de Setembro.

Para informações sobre o processo de candidatura por favor consultar o website RCAAP em http://projecto.rcaap.pt na respectiva notícia (http://projecto.rcaap.pt/index.php/lang-pt/noticias/156-call-7-repositorios-para-sari).

As condições do serviço SARI disponíveis em http://projecto.rcaap.pt/index.php?option=com_remository&Itemid=2&func=startdown&id=100&lang=pt.

De referir que em alternativa ao serviço SARI, está disponível, para os casos em que não se justifique a criação de um repositório autónomo, o serviço de Repositório Comum. Para mais informações por favor consultar o documento descritivo deste serviço http://projecto.rcaap.pt/index.php?option=com_remository&Itemid=2&func=fileinfo&id=98&lang=pt.

Informa-se ainda que a integração de Repositórios Institucionais (já constituídos) no sistema de pesquisa RCAAP (http://www.rcaap.pt) não carece de candidatura bastando para dar inicio ao processo contactar com info@rcaap.pt. As condições de agregação de repositórios no serviço de pesquisa do RCAAP podem ser consultadas em http://projecto.rcaap.pt/index.php?option=com_remository&Itemid=2&func=fileinfo&id=99&lang=pt.

A data limite para apresentação de candidaturas é o dia 19 de Setembro devendo as mesmas ser enviadas para o e-mail info@rcaap.pt.

Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco celebrou o seu 1º Aniversário

No passado dia 19 de Janeiro o Instituto Politécnico de Castelo Branco celebrou o primeiro aniversário da existência do seu Repositório Científico (RCIPCB).
A data foi assinalada através da realização da 2ª Conferência do IPCB sobre o Livre Acesso ao Conhecimento, de cujo programa constavam as seguintes intervenções:

Abertura da Sessão – Prof. Carlos Maia (Presidente do IPCB);
Intervenção alusiva ao tema – Prof. Pedro Veiga (Presidente do Conselho Geral do IPCB);
Acesso Aberto através de repositórios: um pequeno investimento com grande retorno, pelo Dr. Eloy Rodrigues – Universidade do Minho e membro da equipa do RCAAP;
RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal): Balanço, novidades e perspectivas, pelo Eng.º João Moreira, FCCN e membro da equipa do RCAAP;
Acesso aos resultados da investigação: da literatura aos dados científicos, pelo Dr. José Carvalho – Universidade do Minho e membro da equipa do RCAAP;
Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco: um ano em perspectiva – Dr.ª Maria Eduarda Rodrigues (Administradora do RCIPC).

A sessão, bastante participada pela comunidade académica do IPCB, reafirmou claramente a importância que o Repositório tem no contexto institucional, evidenciando o comprometimento da gestão de topo com o projecto, que se traduziu na manifestação de regozijo pelos resultados alcançados ao longo do ano de 2010 bem como nas expectativas colocadas para o ano em curso.

A realização desta conferência teve como objectivos:

Atestar a importância do depósito de documentos em livre acesso, considerando o enorme potencial informativo e de conhecimento que representam, não só os repositórios de documentos, mas também as revistas científicas em livre acesso;

Mostrar os últimos desenvolvimentos no Portal RCAAP, relativamente a layout, novas funcionalidades e desenvolvimento de tutoriais;

Apresentar à comunidade IPCB o Repositório de Dados Científicos;

Evidenciar o desempenho do Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco ao longo do ano de 2010.

 

Como documento complementar à Conferência foi apresentado um poster contendo informação diversa sobre todas as actividades desenvolvidas no âmbito do RCIPCB em 2010.

Construção e povoamento do repositório: experiência do Centro Hospitalar do Porto

Sempre que nos propomos realizar uma tarefa nunca sabemos o verdadeiro alcance das dificuldades que iremos encontrar. É assim em tudo na vida, e a construção e gestão do repositório não foge à regra. Antes de iniciar a nossa actividade as expectativas seriam de estarmos perante uma árdua tarefa, assim que a iniciamos verificamos que não nos enganamos, no entanto surgiram surpresas positivas. Para isso contribuiu o trabalho de pesquisa já realizado anteriormente na nossa instituição, a aplicação informática que serve de base ao repositório e a disponibilidade permanente demonstrada pela equipa do RCAAP.
Acima de tudo facilita se for elaborado um plano interno, constituindo-se uma equipa com funções definidas para cada elemento que a integra. No Centro Hospitalar do Porto (CHP) foi constituída uma equipa de 3 pessoas que se ocupam da gestão do seu repositório. Todas possuem permissão de administrador com atributos de gestão e depósito. Claro que não se dedicam a este projecto a tempo inteiro mas acumulam com as tarefas que já desempenhavam anteriormente.
Assim que a equipa do José Carvalho disponibilizou o layout do repositório a primeira tarefa do grupo foi organizá-lo em comunidades e colecções. Esta é uma das tarefas mais importantes pois constitui a base do repositório que estando bem estruturado irá, no futuro, facilitar o depósito dos documentos. Uma vez que o desenho desta estrutura interessa sobretudo à instituição, podendo constituir-se numa ferramenta adicional de monitorização da produção científica interna, foi alvo de um amplo debate dentro do Gabinete Coordenador da Investigação (GCI) do CHP. Chegado a um consenso iniciava-se a tarefa de criar a estrutura pretendida no repositório.
Foi nesta altura que surgiu a primeira surpresa positiva. A aplicação é muito intuitiva e fácil de trabalhar, mesmo para quem, como nós, apenas possui conhecimentos informáticos ao nível do utilizador. Criar as nossas comunidades e colecções constituiu-se assim uma tarefa bem mais fácil que o esperado, tanto mais que contamos com o auxílio da equipa do RCAAP que nos foi dando algumas sugestões, o que nos permitiu aperfeiçoar a estrutura.
Povoar o repositório é a tarefa em que actualmente estamos concentrados e constituirá o cerne da nossa actividade futura neste domínio. Procurar documentos científicos que estejam em condições de integrar o repositório é algo que não se realiza de ânimo leve pois implica muita pesquisa, persistência e muitas horas de empenho. Já o depósito dos documentos no repositório é simples e fácil de executar. Mais uma vez a aplicação informática revela-se “amigável”.
Tendo sido efectuado, recentemente, o levantamento dos artigos científicos publicados pelos profissionais do CHP desde 1988 estamos em condições de identificar uma boa parte dos documentos elegíveis para integrar o repositório. Este trabalho foi essencial pois permitiu-nos elaborar um plano de acção com base em dados concretos.
Nem todos os documentos estarão em condições de integrar o repositório. Depende da política sobre o auto-arquivo da editora da revista em que estão publicados. Neste domínio tem sido fundamental a consulta do Portal Sherpa Romeo, que nos tem permitido conhecer a politica de uma boa parte das revistas nas quais os nossos profissionais publicam. Num futuro próximo o projecto Blimunda virá também a constituir-se um instrumento importante, porque dará a conhecer a politica das revistas portuguesas neste domínio.
O povoamento do repositório tem sido certamente mais lento do que seria o nosso desejo, mas estamos a trabalhar, recorrendo a todas as ferramentas ao nosso dispor, para disponibilizar à comunidade científica, a partir do Portal RCAAP, um conjunto de documentos que lhe sejam úteis. Como diz a sabedoria popular “grão a grão enche a galinha o papo” e com o acumular de experiência o processo tornar-se-á seguramente mais rápido.
Actualmente, no seio das instituições de saúde, há a percepção que só poderão prestar bons cuidados às populações que servem, se dedicarem alguns dos seus esforços em actividades de I&D. Estas serão determinantes para a criação de áreas de excelência que não serão concebíveis sem um forte investimento nessas actividades dentro das instituições, com a constituição de equipas de investigação. Os repositórios institucionais serão uma ferramenta de suporte fundamental neste novo paradigma, pois permitirão tornar do domínio público a produção de cada uma delas, pelo que se prevê um desejo crescente das instituições de saúde em integrarem o projecto RCAAP.

José Manuel Pereira – Centro Hospitalar do Porto

O Centro Hospitalar do Porto no RCAAP

Sendo o Centro Hospitalar do Porto (CHP) uma instituição cuja actividade principal é a prestação de cuidados de saúde à população tem no entanto uma longa tradição nas áreas de ensino, formação e investigação. Os seus profissionais têm uma produção científica considerável e por essa razão desde há algum tempo a esta parte que alimentava o desejo de criar um repositório institucional.

Mas como é sabido a criação de um repositório exige um investimento significativo e sendo o CHP uma instituição de saúde esta não seria uma área prioritária, principalmente numa altura de recessão económica como a que atravessamos em que os recursos são ainda mais escassos. Mas o sonho existia entre as pessoas que se dedicam à organização desta área na instituição.

Quando pela primeira vez tomamos conhecimento do projecto RCAAP, em meados do ano passado, sentimos que poderia ser a solução, apesar de nessa altura ainda não sabermos muito bem do que se tratava, nem se as características particulares da nossa instituição se enquadravam nos objectivos do projecto.

Como pressentimos a oportunidade o primeiro passo foi aprofundar o nosso conhecimento sobre o RCAAP. Observamos com satisfação que a par de instituições de ensino superior também os Hospitais da Universidade de Coimbra integravam o projecto. O que nos levou a pensar que a nossa instituição teria fortes hipóteses de também vir a ser aceite como parceira.

Estivemos presentes na pré-conferência que se realizou em finais de 2009 em Braga, tendo a oportunidade de contactar com os dirigentes do RCAAP. Constatamos com agrado a dinâmica do grupo e a ênfase dada à participação de todos os parceiros no processo. Apercebemo-nos ainda de que o projecto estava numa fase de franco crescimento e que os seus dirigentes tinham em mente uma série de projectos e actividades para o consolidar. Tratava-se de um projecto dinâmico, o que naturalmente nos agradou, pelo que começamos de imediato a preparar a nossa candidatura.

A oportunidade surgiu com a call de Março de 2010 à qual nos candidatamos. Tivemos o privilégio de ser uma das instituições escolhidas e aqui estamos nós dispostos a dar o nosso contributo para a consolidação deste projecto e aprender com aqueles que já cá estão há mais tempo.

O RCAAP representa a oportunidade de muitas instituições poderem criar os seus repositórios institucionais e disponibilizarem à comunidade a sua produção científica. A dinâmica e empenho que os seus dirigentes demonstram no desenvolvimento e consolidação do projecto, bem como o envolvimento que promovem de todos os parceiros, dão garantias de ser um projecto com futuro.

Por último pensamos que a inclusão de instituições de saúde no projecto poderá vir a ser benéfica para o mesmo.  Se por um lado vem diversificar a oferta científica do Portal com a inclusão de um conjunto vasto de documentos, por outro, introduz no grupo uma nova visão sobre as actividades de I&D, fruto da distinta cultura organizacional face aos estabelecimentos de ensino superior. Estas diferenças poderão e deverão enriquecer o debate interno levando a que o RCAAP se desenvolva sob uma visão abrangente.

Por todos estes motivos é com enorme satisfação que aqui estamos: http://repositorio.chporto.pt/

José Manuel Pereira – Centro Hospitalar do Porto